Domingo, Maio 25, 2008

Morangos com mel ...

Ontem, pensei ir à abertura da Feira do Livro de Lisboa, mas o tempo instável e o início de uma tarde preguiçosa conduziram-me a deixar de lado essa ideia. Espero ir na segunda-feira ao final do dia. Já tomei nota de alguns livros que quero procurar e espero descobrir outros que me despertem a atenção. A leitura para mim é um vício, uma companhia, uma necessidade. Agora estou a ler Heat, traduzido entre nós por A Ferver. Cheguei a este livro através do Cravo da Índia.


Para o lanchinho a meio da tarde, fiz uns morangos com mel. Cortei alguns morangos que dispus num prato. De seguida, reguei-os com um pouco de mel a gosto.


Nunca tinha experimentado morangos com mel. A ideia fui buscá-la aqui: « Sentia já o aroma das maçãs do jardim, que se misturavam com o dos morangos selvagens ... agora sabia que podia acrescentar natas batidas com açúcar, um requinte que aprendi na corte que abandonara. Nos meus tempos de juventude comia-os colhidos no meio das silvas ou em casa com mel. » in O Cozinheiro do Rei D. João VI, p. 18


Normalmente, costumo servir os morangos ao natural ou então com chantilly. De vez em quando também costumo fazer uma salada. Para a salada, umas horas antes de ir para a mesa, corto morangos para uma taça, polvilho com açúcar e deixo a macerar. Há quem também adicione um cheirinho de vinho do Porto. De qualquer das maneiras são óptimos, para não falar de morangos regados com chocolate quente.

Sábado, Maio 24, 2008

Bacalhau assado com vinho do Porto

O bacalhau faz parte da nossa cultura gastronómica. De bacalhau existem 1001 receitas conhecidas e mais aquelas que cada português vai inventando na sua cozinha, de certeza. O bacalhau é como diz a tradição o nosso "fiel amigo". Gosto de receitas de bacalhau assado no forno. Esta é mais uma das minhas experiências e "invenções" do momento.


Coloquei num recipiente de barro 2 cebolas às rodelas, 5 batatas médias cortadas às rodelas, 3 dentes de alho também às rodelas e salsa. Recheei 3 postas de bacalhau para assar com 12 camarões descascados. Coloquei pimenta preta em grão por cima do bacalhau.

Numa tigela misturei um pouco de colorau, 2 colheres de sopa de polpa de tomate e 2 dl de vinho Porto. Coloquei esta mistura sobre as postas de bacalhau. Adicionei no tabuleiro meio decilitro de água. Dispus salsa por cima bacalhau e reguei com azeite. Não coloquei sal, cá em casa andamos a tentar reduzir o consumo de sal e o sal do bacalhau é suficiente.

Levei ao forno a assar. A meio da cozedura reguei o bacalhau com o molho e coloquei o forno em lume brando.



Servi este bacalhau com salada de alface, cebola e tomate.


Para esta receita usei camarões congelados descascados. Antes de usar deixei os camarões descongelarem.

P.S. Ver também Bacalhau no forno com presunto e pimentos morrones.

Sexta-feira, Maio 23, 2008

Sopa de lentilhas com cenoura, chuchu e couve

Muito elaboradas ou pouco elaboradas, o que é certo é que eu gosto de sopas. Desde que me lembro, a sopa faz parte do meu dia-a-dia. Tal como faço com as saladas, com as sopas também gosto de combinar os ingredientes.


Coloquei uma panela ao lume com água. Adicionei uma cebola picada e metade de um pacote de lentilhas. Mais ou menos 200 g a 23o g de lentilhas. Temperei com um pouco de sal e deixei cozer as lentilhas. Entretanto, descasquei e cortei em rodelas 5 cenouras não muito grandes. Piquei um chuchu, depois de descascado. Cortei uma couve coração de boi, não muito grande, em pedaços.

Depois das lentilhas cozidas, adicionei os legumes, um fio de azeite e deixei acabar de cozinhar.


Gosto destas sopas feitas no calor do momento. Mais uma experiência que resultou bem.

O Cozinheiro do Rei D. João VI

Capa O Cozinheiro do Rei D. João VI

O Cozinheiro do Rei D. João VI é um livro do conhecido chefe de cozinha Hélio Loureiro e chegou às livrarias em meados deste mês. Eu descobri-o, na passada sexta-feira, por mero acaso, na livraria Almedina do Saldanha no expositor das novidades. A capa chamou-me a atenção e quando vi o nome do autor, fiquei bastante surpreendida e curiosa. Pelo que eu sei, um romance de um cozinheiro da nossa praça é coisa rara entre nós.

O livro procura, como é referido pelo autor na introdução, "demonstrar que ontem como hoje a mesa é palco de convívio, de alegria, mas também pode ser local de conspirações. Que ontem como hoje se morre pela ingestão de alimentos". E é sobre este convívio à mesa que nos brinda este livro polvilhado de cheiros e sabores, desde o Minho ao Brasil.

A história anda em volta de António de Vale das Rosas, minhoto, que, em 1805, vai para o Palácio de Mafra servir na cozinha do futuro rei D. João VI. «Colocada a minha pequena e pobre trouxa no quarto, desci até à cozinha. (...) O calor era imenso, o fumo não passava todo pela chaminé enorme, dezenas de pessoas atrapalhavam-se no meio daquela imensa mesa de mármore, esticando massas, forrando tartes e moldes de empadas. Uma outra mesa de pedra, junto ao enorme lar, estava cheia de carnes de açougue, recortadas e talhadas. Num cepo de castanheiro, (...), eram cortadas as carnes, por um carniceiro (...). Debaixo da chaminé no lar, ardia uma fogueira capaz de assar duas vacas inteiras, e a quantidade de panelas e sautés de cobre era tanta que cobriria a nossa casa de Monção duas vezes em altura.

Os gansos, patos, frangos e galinhas, que estavam numa divisória junto à cozinha, faziam um barulho que para os calar havia uma criança que lhes deitava os restos de comida que lhes iam dando as cozinheiras e os moços que ali trabalhavam. Outros animais, faisões e perdizes, já mortos, estavam suspensos em traves e aguardavam a vez de serem cozinhados.

O aroma era intenso, os legumes numa banca onde corria água em abundância deixavam ver a frescura da apanha feita havia pouco tempo, e, em alguidares de barro vermelho, estavam peixes e mariscos vários acabados de chegar da Ericeira.» p. 39 e 40

António com o seu talento para combinar ingredientes e sabores conquista a amizade de D. João, que era um grande apreciador da boa comida. Mais dado a comer do que a beber. Contava-se entre o povo que «(...) D. João gostava tanto de comer que guardava galinhas coradas nos bolsos da sua jaqueta para satisfazer a sua fome insaciável enquanto recebia ministros em audiência.» p. 36

Apesar da amizade que o une ao rei, António ir-se-á envolver numa conspiração contra o seu soberano. Será ele a confeccionar o prato fatal que levará D. João à morte. «O nosso rei não era grande amante de doces. Tentou-se apenas por um leite-creme queimado e uma laranja laminada, salpicada de açúcar e uma pitada de canela e flor de laranjeira ...» p. 194 O doce escondeu o sabor do arsénico, que passado algumas horas começou-se a manifestar.

Este livro está cheio de referências ao mundo dos sabores, dos cheiros, da azáfama das cozinhas e do requinte dos banquetes reais. Quem ler o livro irá descobrir, entre várias referências, a receita de Rojões (com castanhas); perceber o que é Foda à Moda de Monção; salivar com o Bolo de nozes e ovos moles; aprender a fazer a Galinha corada, uma das receitas preferidas do rei; o Lombo de vaca com geleia; o Doce de figos (com pétalas de rosa); o Pudim de café; os Papos-de-Anjo com Abacaxi; a Língua de Vaca - Sabor de Molho Madeira; a Lampreia; o Leite-creme queimado; o Caldo de galinha; a Sopa de castanhas e perdiz e, por fim os fatais Pastéis de massa tenra de coelho e vitela. Gostava de saber fazer a especialidade de António de Vale das Rosas: as geleias de rosas e violetas, que bem que me soa.

O Cozinheiro do rei D. João VI é um livro de aromas e sabores, tendo como pano de fundo acontecimentos da nossa história. De muito fácil leitura, torna-se um livro delicioso. Assim que o acabei de ler, fiquei com vontade de correr para a cozinha e experimentar algumas das receitas.

Quinta-feira, Maio 22, 2008

Salada inventada com o que havia cá em casa ...

Ontem, ao final do dia, tentei combinar a ida às compras, ou seja, das grandes compras para abastecer a despensa e o frigorífico. Do outro lado do telefone, a resposta foi peremptória: não. Mas, não porquê? - perguntei eu, não vislumbrando o alcance daquele categórico NÃO. Em resposta à minha questão ouvi: "hoje é a final da Liga dos Campeões, joga o Manchester United com o Chelsea". Ok, respondi. Não havia nada a fazer. Era noite de jogo. Só me restou resignar e ver o jogo também.
Mas convinha ver o jogo com o estômago aconchegadinho. Sopa, como é costume e depois para prato principal resolvi improvisar e fazer uma salada com o que tinha cá em casa.


Numa taça misturei alface, um pepino cortado em pedaços, queijo feta, 3 fatias de presunto, azeitonas, uma cebola cortada às rodelas, uma embalagem de cogumelos laminados, 3 metades de pêssego de conserva cortado aos pedaçinhos e pinhões. Temperei com azeite virgem com grãos de pimenta rosa e alecrim e vinagre balsâmico. Não coloquei sal. As azeitonas e o presunto já têm que chegue.

As saladas são dos pratos mais fáceis de fazer e, de maneira geral, os ingredientes combinam sempre bem.

Quarta-feira, Maio 21, 2008

Carne assada à saloia

Cá em casa procuro equilibrar as refeições de carne e de peixe. Eu tento. Mas, no entanto, mesmo assim acho que comemos mais carne. Dentro das opções de carne, o que se usa mais nesta cozinha é a carne de borrego, de galinha, de vaca e de porco, não necessariamente por esta ordem. Já tenho saudades de pato, coelho e peru. Tenho vindo a guardar algumas receitas que pretendo experimentar com estas carnes. É uma questão de oportunidade. A ver vamos.

Em relação ao peixe esta semana, até ao momento, o bacalhau foi rei. Mas, na segunda-feira, à noite, comi as primeiras sardinhas assadas do ano. As sardinhas vieram de Peniche e fizeram jus à sua fama. Foram servidas em cima de fatias de pão alentejano. O pão absorve o molhinho da sardinha e fica tão bom. Uma delícia.

Mas este post não é sobre peixe. É sobre carne assada no forno.


Ingredientes
1 kg de carne de vaca para assar
Toucinho branco ou toucinho entremeado fresco
Sal
Pimenta
Colorau doce
2 cebolas
1 ramo de salsa
banha
azeite
vinho branco
1/2 dl de água

1. Com uma agulhar de lardear, rechear a carne com tiras de toucinho. Temperar a carne com sal, pimenta e colorau doce.

2. Colocar a carne numa assadeira de barro com rodelas de cebola, ramos de salsa. Por cima da carne, colocar a banha e um fio de azeite.

3. Regar com um copo de vinho branco e a água. Levar ao forno, previamente aquecido.

4. Quando a carne estiver corada de todos os lados e de ter sido regada frequentemente com o molho, borrifar com mais um pouco de vinho e deixar assar.

5. Servir a carne cortada às fatias.


Para acompanhamento desta carne fiz uma salada de tomates cereja temperados com sal, azeite e orégãos secos, e cuscuz de legumes.


P.S. Receita do livro Sabores Antigos - Receitas das Avó de Maria Medeiros, edições Arteplural.

Terça-feira, Maio 20, 2008

Bacalhau com grão de bico

O meu primeiro encontro com bloggers foi no mês de Abril deste ano. Até essa altura nunca me tinha encontrado com ninguém da blogoesfera. A vinda da Fer a Portugal teve esta coisa fantástica que foi reunir à volta de uma mesa, no Antigo 1º de Maio, em Lisboa, algumas das pessoas que dão vida a blogues que visito e não só. Conheci as Three Fat Ladies, a Suzana, a Paula, a Cris e o marido, a Goretti e a sua filha, a irmã da Fer, o seu cunhado, os seus sobrinhos e no final da noite, a Carlota. Foi uma noite muito agradável, com pessoas fantásticas que adorei conhecer.

Na semana a seguir ao jantar com a Fer conheci a Mallory do Salty Cod que veio de férias a Portugal. Mallory é uma jovem americana que está a estudar em Paris. Tem um fascínio pela nossa língua e pelo bacalhau. Foi o bacalhau que a levou a querer descobrir Portugal. Para fazer jus a este seu fascínio fomos jantar ao restaurante João do Grão onde, como não poderia deixar de ser, escolheu um prato de bacalhau bem característico da nossa cozinha.


Bacalhau com grão de bico é um prato bem português e muito simples.

Ingredientes:
2 postas de bacalhau
2 ovos
500 g de grão de bico cozido
1 cebola
salsa
azeite & vinagre

Cozer as postas de bacalhau e os ovos. Picar a cebola e a salsa para uma taça.

Servir o bacalhau com o grão, o ovo e temperar com a mistura de salsa e cebola. Regar com azeite e vinagre a gosto. De vez em quando, também tempero o meu prato com um pouco de pimenta.


Este prato também pode ser acompanhado com batata cozida. As quantidades apresentadas foram para duas pessoas.

A mistura de cebola e salsa dão vida a este prato. Não o imagino sem esta mistura.

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Peixe assado à marroquina

Tenho um certo fascínio pela cozinha marroquina e, no entanto, conheço muito pouco. Quando penso na cozinha marroquina associo logo à tajine, aos cuscuz, ao chá verde, à laranja com canela, às tâmaras e às amêndoas.

Este é o primeiro prato de peixe da cozinha marroquina que experimento.

Ingredientes:
3 Sargos (pode ser usado outro tipo de peixe, por exemplo, a Dourada)
Sal
Sumo de 1 limão
2 cebolas cortadas em meias luas de 1 cm
3 dentes de alho esmagados
3 colheres de sopa de azeite
1 pimento verde sem sementes cortado em pedaços
1 pimento vermelho sem sementes e cortado em pedaços
2 malaguetas verdes ou vermelhas sem sementes e cortadas em fatias
1 colher de chá de açafrão das índias
1 colher de chá de caril
5 a 6 tomates pequenos sem pele e cortados aos pedaços
2 colheres de sopa de polpa de tomate
2 colheres de sopa de salsa ou coentros frescos picados
80 g de amêndoa às tiras ligeiramente tostada


1. Esfregar o peixe com sal e com um garfo, picá-lo várias vezes de cada lado. Colocar o peixe num prato e espremer-lhe, por cima, um limão. Deixar repousar duas horas.

2. Quando começar a confeccionar este prato, aquecer o forno a 180º C.

3. Refogar as cebolas, o alho e o azeite até amolecerem. Juntar os pimentos, a malagueta, o açafrão eo caril. Deixar refogar durante uns minutos. Adicionar o tomate, a polpa de tomate e a salsa ou coentros. Deixar cozinhar durante uns minutos.

4. Espalhar metade das amêndoas numa travessa de ir ao forno, cubra com metade do molho e coloque o peixe com a sua marinada. Deitar o restante molho sobre o peixe. Espalhar as amêndoas que sobraram sobre o mesmo. Cobrir a travessa com papel de alumínio. Levar ao forno durante 30 minutos. Depois retirar a folha de alumínio e deixar assar mais 10 a 20 minutos.



O molho enriquece este peixe assado. Fica condimentado e ligeiramente picante.


P.S. Receita do livro Cozinha Marroquina de Anne Wilson.

Domingo, Maio 18, 2008

Arroz de ervilhas

Gosto da versatilidade do arroz. Simples ou mais elaborado é sempre uma boa alternativa. A inspiração para este arroz veio do Caos na Cozinha. O arroz de atum da Marina pareceu-me muito apetitoso e reconforante. Deixou-me com vontade de ir fazer um arroz, tal como aconteceu com a Fer.

Gostei da ideia da Mariana em usar arroz basmati. Só tenho usado o basmati como acompanhamento de caril ou pratos do género.


Coloquei num tacho uma cebola picada e dois dentes de alho esmagados. Reguei com um pouco de azeite e levei ao lume. Deixe a cebola amaciar um pouco. De seguida adicionei-lhe arroz basmati e mexi. Juntei água quente e ervilhas. Temperei com um pouco de sal e deixei cozinhar.

Para este arroz ainda pensei em colocar uma cenoura ralada mas não tinha. Ficou apenas um arroz de ervilhas. Assim também fica muito bom.

Sábado, Maio 17, 2008

Espargos grelhados com presunto

Quando estive em Nova Iorque, no Verão passado, depois dos meus passeios pela cidade costumava parar numa livraria da Barnes & Nobles para tomar um café e andar a espreitar os livros. Diga-se que fiquei impressionada com a secção dedicada à culinária. Não há, que eu conheça, obviamente, livrarias cá em Portugal com secções com aquelas dimensões. Prateleiras e prateleiras dedicadas a esta temática. Uma perdição.

Numa dessas visitas consultei vários livros de culinária e registei, no meu bloco de notas, uma receita de espargos grelhados com presunto. A receita pareceu-me simples, rápida e muito apetitosa.

Em primeiro lugar, lavar e limpar os espargos das partes duras. Enxugar os espargos para tirar grande parte da humidade. De seguida, enrolar uma fatia de presunto em cada espargo. Pincelar com azeite e grelhar durante 4 minutos. Eu levei ao microondas na opção grill 4 minutos, mas achei que não tinham ficado no ponto e levei durante mais 3 minutos. O que ficou muito melhor. Os espargos ficam suculentos e contrastam com o presunto.


Para mim, houve apenas um senão. Achei o presunto muito salgado. Da próxima vez, tenho que escolher um menos salgado.

Nas minhas notas, imperdoavelmente, esqueci-me de tirar a referência bibliográfica.

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Sopa de courgette, abóbora e alho francês

Ao escrever este post, pensei em falar da importância da sopa. Gostava de encontrar palavras para demonstrar que é importante incluir a sopa na nossa alimentação e que é disparatado dizer que não se gosta. Há sopas para todos os gostos. Penso que há sopa de tudo e mais alguma coisa. Para mim, a sopa é fundamental. Adoro.


Numa panela coloquei 2 cebolas cortadas às rodelas, 500 g de abóbora, a rama verde de um alho francês e três courgettes. Tudo devidamente cortado aos pedaços. Juntei um pouco de sal. Tapei com água e levei ao lume. Depois dos legumes cozidos, triturei, temperei com azeite e deixei ferver mais um pouco.

Assim sem mais nada, fica uma sopa muito saborosa. Também podem adicionar duas ou três batatas. Eu, muito raramente coloco batata na sopa e gosto do resultado, mas há quem prefira com batata.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

Gelado de baunilha com molho de morango

A Primavera anda envergonhada. Ora faz sol, ora está encoberto e a chover. Sinto que o estado do tempo me influencia. Com sol sinto-me mais alegre e com energia. Não gosto deste tempo indefinido, que não é carne nem é peixe. Gosto de sol na Primavera e no Verão. De chuva e frio no Outono e Inverno.

Nesta altura do ano, já começa a apetecer mudar o guarda-roupa, arrumar as botas e os sapatos fechados e começar a usar calçado mais leve e fresco. Eu ainda não fiz a troca das minhas roupas. As gavetas e o guarda-roupa ainda têm tudo o que uso no Outono/Inverno. Este fim-de-semana irei mudar este cenário. Espero que o estado do tempo ajude!

Apesar deste tempo indefinido, um gelado sabe sempre bem. No domingo passado, tivemos gelado com molho de morango para a sobremesa.

Esta é mais uma daquelas sobremesas rápidas, que não têm segredo nenhum e que toda a gente gosta.

Para fazer o molho de morango triturei, com a varinha mágica, 10 morangos madurinhos. De seguida adicionei-lhe açúcar a gosto e um pouco de sumo de limão. Mexi bem e servi com bolas de gelado de baunilha.



Impossível resistir!

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Salada de ovo com mozzarella, espargos, alcaparras e pesto



Quando vi esta salada no blogue Lucullian Delights, que visito regularmente, fiquei com água na boca. Achei irresistível. A combinação de ingredientes deixou-me com vontade de experimentar. Não estive com hesitações e coloquei-a logo na minha lista de receitas a experimentar.

Ingredientes:
4 ovos cozidos
200 g de queijo mozzarella fresco
8 espargos
1 colher de sopa de alcaparras
3 colheres de sopa de pesto
3 colheres de sopa de azeite extra-virgem

1. Cortar os ovos às rodelas e o queijo mozzarella em pequenos cubos.

2. Lavar e limpar os espargos das partes duras. Com um cortador de batatas, cortar os espargos em fatias finas na longitudinal. ( Para cortar os espargos tive que procurar no fundo de uma gaveta esse bendito cortador de batatas, que eu sabia que tinha, mas aos anos que não é usado. Como o cortador, já deve ter a lâmina pouco afiada ou, então o meu jeitinho é uma desgraça, cortei as pontas dos espargos com uma faca o mais fino que consegui e o resto foi cortado com o cortador.)

3. Colocar os espargos, os ovos, o queijo mozzarella e as alcaparras numa taça. Adicionar o pesto e o azeite. Mexer cuidadosamente.


Segui no geral as indicações desta salada. No entanto, como somos dois, alterei a quantidade dos ingredientes. Dobrei o queijo, usei 5 ovos e fiz o pesto.

Encontram-se embalagens de pesto à venda. Já cheguei a comprar e depois como não uso tudo ficam a aguardar tempos infinitos, no frigorífico por uma nova utilização, que às vezes não chega, e acabam por se estragar. Detesto que isto aconteça.

Para esta salada resolvi ser eu a fazer o pesto. Fui ao livro The First-Time Cook de Sophie Grigson e segui alguns dos conselhos da autora para a confecção do pesto.

O pesto que fiz foi a olho, como se costuma dizer, não registei as quantidades. Usei folhas de manjericão, um dente de alho grande, queijo parmesão ralado e azeite. Triturei estes ingredientes com a ajuda da varinha mágica. De seguida, adicionei-lhe mais um pouco de azeite e pinhões picados grosseiramente. Os pinhões poderiam ser também triturados, mas preferi usar assim. Temperei a salada com este preparado.

A salada é muito boa. Adorei os espargos, parece que ficam crocantes, estaladiços. É sem dúvida, uma receita a repetir.

Terça-feira, Maio 13, 2008

Caldo de borrego com esparguete e ervilhas

Esta sopa lembra-me a minha infância. Quando era miúda, a maior parte das pessoas usava os produtos da estação. A variedade de produtos congelados ou enlatados era em muito menor quantidade. Na época das ervilhas esta sopa era uma opção.


Numa panela coloquei água, 1 cebola picada e um tomate bem maduro sem pele. Levei ao lume. Quando levantou fervura juntei dois pedaços de carne de borrego. Usei duas fatias de mão de borrego. Temperei com um pouco de sal. Depois da carne cozida, juntei massa esparguete partida em pedaços, o suficiente para uma pessoa. Convém que a sopa fique com caldo e não enxuta. Deixei ferver um pouco. De seguida adicionei ervilhas frescas. Tirei a tampa à panela para deixar cozer as ervilhas. Temperei com um pouco de azeite e rectifiquei o sal. Depois das ervilhas cozidas, retirei a panela do lume, adicionei-lhe um ramo de hortelã e seguiu para a mesa.

Ficou uma delícia. O caldo fica muito saboroso. Lembro-me da minha tia Lídia e da minha mãe fazerem esta sopa, mas de maneira ligeiramente diferente. O que as distingue é o tomate. A minha mãe costuma usar tomate e uma ou duas batatas picadas. Eu preferi fazer sem a batata. Se não estou enganada, nesta sopa, usavam fatias de pescoço de borrego.

Confeccionei esta sopa para o almoço de domingo. Algumas das ervilhas que trouxe do meu passeio pelo campo foram usadas aqui. As ervilhas foram descascadas e usadas logo de seguida. Sem frigorífico ou congelador pelo meio. Como calculam, ficam muito mais saborosas.

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Amarelos e vermelhos são os campos ...



A Primavera tem este dom. Enche tudo de flores e de vida. Lindo.

Flores & frutos ...

Macieira. Aposto que estas maçãs serão perfumadas e suculentas. Estão lindas.

Oliveira carregada de botões.

Flor do kiwi.

Coentros em flor.

Não sei qual o nome desta flor. Mas acho-a linda.

O contacto com as pessoas ...

Nos passeios que faço pelo campo gosto do contacto com as pessoas. Gosto de ouvir as suas histórias, o modo como encaram a vida, as lamentações sobre o estado do mundo e, sobre a pouca valorização que se dá a quem ainda trabalha de forma tradicional a terra.

No sábado, tive a possibilidade de ver apanharem ervilhas, favas e batatas. No meio desta azáfama, só dei uma pequena ajuda a apanhar pinhas. Apanham-se agora secas, guardam-se e usam-se na lareira no Inverno. Achei piada quando ouvi um agricultor queixar-se dos corvos que lhe comem as favas e os amendoins que semeou.

Ervilhas.

Batatas arrancadas da terra com uma enxada.

Tenho respeito por quem ainda trabalha a terra, que se guia pelo estado do tempo para semear esta ou aquela cultura. Todos os produtos resultantes de uma agricultura de subsistência, apesar de não serem tão bonitos como os que se encontram à venda nos supermercados, são muito mais saborosos. Cada vez mais valorizo os produtos frescos e produzidos sem pesticidas.

Um destes dias vi na televisão uma reportagem, na SIC, sobre um projecto em Odemira. O projecto intitula-se Cabaz da Horta e tem como objectivo fazer chegar ao litoral produtos cultivados por vários agricultores isolados no interior deste concelho alentejano.

Fiquei surpreendida, nunca tive conhecimento deste tipo de iniciativas por cá. Ao ver a reportagem lembrei-me logo da Fer e dos produtos fresquinhos que recebe, semanalmente, numa cesta orgânica. Ainda bem que por cá também se fazem este tipo de iniciativas, é pena é estarem tão pouco divulgadas.

Um passeio pelo campo ...

Gosto do contacto com a terra, de observar os campos amanhados, as flores, os legumes a crescerem, os frutos nas árvores... Gosto do cheiro da terra, gosto de olhar para o horizonte e conseguir ver o céu, gosto do silêncio que ali se vive, silêncio que é apenas quebrado pelo barulho do vento nas árvores ou por um pássaro que canta e voa em volta.

No sábado passado, voltei à terra. Visitei um campo cultivado, numa parte, com courgettes, cheias de flores e de pequenas aboborinhas, e, noutra parte, com tomateiros ainda em crescimento.

Campo cultivado de courgettes e tomateiros.

Tomateiros ainda muito pequenos. Em Julho já estarão cheios de tomates vermelhinhos.Courgette.

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Abacaxi com Limão

Ontem, experimentei abacaxi com raspa de limão. Uma delícia. É difícil descrever o sabor, mas assim que comi o primeiro pedaço, fez-me lembrar sorvete. Engraçado. A raspa de limão fica aqui muito bem. Os sabores combinam de uma forma harmoniosa. Adorei.


Esta dica ficou-me na memória desde que a Migas com Gindungo a publicou. Obrigada.

Quarta-feira, Maio 07, 2008

Bolo Pudim

Há bolos de que nos lembramos desde miúdos. Para mim o Bolo Pudim é um deles. Fiz este bolo para o almoço de domingo, dia da mãe. A receita é da minha tia Dulce, cozinheira de mão cheia.

Ingredientes:
1 copo de água cheio de leite
1 copo de água cheio de ovos
1 copo de água cheio de açúcar

Bater os ingredientes muito bem e deitar o preparado numa forma caramelizada.

Para o Bolo:
4 gemas
1 chávena de chá de açúcar
4 colheres de sopa de leite
1 chávena de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
4 claras batidas em castelo

Bater muito bem os cinco primeiros ingredientes. Por fim, envolver na massa as claras batidas em castelo.

Deitar a massa por cima do preparado de pudim. Levar ao forno.


O contraste de sabores, entre o bolo e o pudim, são muito agradáveis.

P.S. O copo que usei leva 6 ovos grandes. A chávena é de 2 dl. Neste bolo usei uma forma redonda. Para caramelizar a forma coloquei quatro colheres de sopa na forma sem buraco. Levei ao lume. Borrifei com um pouco de água e deixei fazer o ponto de caramelo.

Terça-feira, Maio 06, 2008

Hoje o meu almoço foi ...

Hoje tive a possibilidade de almoçar em casa. Esta oportunidade até foi casual. Como tal, fiquei um pouco na dúvida sobre o que fazer. Teria que ser algo rápido.


Tinha descongelado para o jantar de ontem lombos de pescada que grelhei, mas não os usei todos. Ainda tinha no frigorífico quatro.

Dispus os quatro lombos num pequeno pirex. Temperei com sumo de limão, sal e pimenta preta acabada de moer. Reguei com azeite e levei ao forno.


Servi os lombos de pescada com batatas cozidas e tomate cereja.

Foi um almoço sem grandes pretensões, mas muito agradável.

Nêsperas ou magnórios


Assim penduradas na árvore, as nêsperas, são lindas. Doces. Deliciosas. Na região do Minho, por curiosidade, chamam magnório ao que nós, aqui no sul, conhecemos por nêspera.

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Torta de cenoura

Há receitas que têm uma história e até sei onde as fui buscar, a uma revista, a um jornal, numa conversa com uma amiga, em casa de alguém, a livros ou numa pesquisa na internet. Organizo-as conforme a minha disponibilidade. Se tenho tempo, recorto de uma revista, de uma embalagem e colo pacientemente num livro escolhido para o efeito, se não é o caso, rasgo a folha e coloco num dossier, ficando a aguardar mais disponibilidade e organização.

Os meus livros de cozinha estão cheios de papelinhos com receitas. Quando vejo uma receita que me interessa escrevo imediatamente no que tenho à mão. Folhas diversas, envelopes, guardanapos, contas de supermercado, etc. Mas a receita da torta de cenoura não tem história.

A receita surge num papel branco, mal rasgado, sem nome e com uns rabiscos apressados e escritos a lápis das quantidades e da preparação. Onde a terei ido buscar? Quem me a terá ditado? Não me lembro.

Já fiz esta torta duas vezes e curiosamente sempre no dia da mãe. A minha sogra uma vez confidenciou que adorava torta de cenoura. É a segunda vez que a faço a pensar nela.

A torta fica uma delícia, ligeiramente húmida. Simplesmente, irresistível e tentadora.


Ingredientes:
500 g de cenoura cozida e triturada
350 g de açúcar
3 ovos
2 a 3 colheres de sopa de farinha
1 colher de chá de fermento em pó

1. Misturar o açúcar com a cenoura triturada.

2. Adicionar os ovos e a farinha com o fermento em pó.

3. Levar ao forno em forma untada e com papel vegetal untado de margarina.

O tempo previsto para a cozedura da torta é meia hora. Mas convém verificar sempre com um palito se a torta já está cozida antes de retirar do forno.

Depois de cozida, enrolar a torta e decorar a gosto. Na decoração usei fios de ovos.

Domingo, Maio 04, 2008

Viver o Dia da Mãe ...

Hoje comemora-se o Dia da Mãe. Como não pude estar com a minha mãe, vivi este dia com a minha sogra e restante família. O convívio começou à volta da mesa.

Ontem, a minha cunhada Cristina sugeriu que deveríamos mimar a mãe de uma forma especial. O almoço e a sobremesa estariam por nossa conta. Sugeriu também que deveria ser na sua casa, pois, para além de ter várias compras que nos gostaria de mostrar, esta seria a primeira vez que juntava, num almoço, a família na sua casa nova. Dito e feito. Fiquei responsável pela salada e pela sobremesa.


Quando chegámos a mesa já estava posta. E tinhamos para petiscar queijo cream cheese de ervas finas, cream cheese simples e gressinos.

O almoço começou com queijo fresco cortado em rodelas, polvilhado de óregãos e azeite. De seguida foi servido o prato principal: salmão grelhado com esparguete, cogumelos e nozes.

Para este prato, foram grelhadas quatro postas grandes de salmão. Depois de grelhado, retirou-se as peles e as espinhas e, os lombos foram cortados em pedaços.

O salmão foi envolvido em massa esparguete, cozida em água, sal e um fio de azeite, e cogumelos salteados, numa frigideira anti-aderente com um pouquinho de azeite. Por fim, foram adicionadas nozes picadas muito grosseiramente.

Para acompanhar este prato levei duas saladas. Uma mais usual com mistura de alfaces, rúcula, tomate cereja e sementes de girassol. Temperada com sal, azeite e vinagre balsâmico. E uma outra de beterraba. Cortei três beterrabas aos cubos para uma taça. Envolvi com nozes e salsa picada. Temperei com a seguinte mistura: sumo de meio limão, meia colher de sopa de açúcar, um pouco de canela, sal, 2 colheres de sopa de azeite e pimenta preta moída na altura.


E as sobremesas?

Para sobremesa tivemos Baba de Camelo, feita pelo meu cunhado Hugo e, eu levei uma torta de cenoura e um bolo pudim. Escusado será dizer, que entre o bolo e a torta, a torta fez imenso sucesso, tanto pela apresentação como pelo sabor.


Depois de todo este repasto, tivemos direito a um cafézinho, ou como por cá também se diz, a uma bica.



Depois do almoço seguiu-se um passeio até ao Miradouro da Graça.

Sentimos que conseguimos proporcionar