Terça-feira, Dezembro 22, 2009

Febras de porco no forno com marmelo, batata doce e sálvia


Nestes dias frios e chuvosos, os pratos de forno continuam a dominar as minhas preferências.


Ingredientes:
6 febras de porco
4 dentes de alho cortados às rodelas
1 cebola cortada em meias luas
1/2 pimento vermelho cortado em tirinhas
2 batatas doces
2 marmelos pequenos
sal
pimenta
sálvia em pó
vinho branco
azeite

1. Colocar as febras num tabuleiro de forno. Temperar com sale pimenta.

2. Juntar os dentes de alho, a cebola, o pimento, os marmelos e as batatas descascados e cortados. Polvilhar com sálvia em pó.

3. Regar com um pouco de vinho branco e azeite.

4. Levar ao forno a assar.

Estas febras ficam muito agradáveis. A sálvia dá-lhe um toque especial.


Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

Sopa de lentilhas com aipo

No meio da azáfama natalícia, da chuva e dos dias de frio, ainda há tempo para fazer uma sopa reconfortante.

Ingredientes:
lentilhas cozidas
caldo de cozedura das lentilhas
1 pedaço de abóbora
1 cebola
2 cenouras
7 talos de aipo
sal
azeite

1. Numa panela colocar lentilhas, a abóbora, as cenouras, a cebola e 4 talos de aipo cortados em pedaços, juntamente com o caldo de cozedura das lentilhas. Se for necessário acrescentar um pouco de água. Levar ao lume e deixar cozer os legumes.

2. Triturar os legumes. Temperar com sal e levar novamente ao lume. Adicionar 180 g de lentilhas cozidas e 3 talos de aipo tenros cortados em pedaços. Depois de levantar fervura, regar com um fio de azeite e deixar acabar de cozinhar.

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

Cenouras assadas com maple syrup e sálvia


Hoje está um daqueles dias em que apetece ficar em casa. Em dias assim, cheios de chuva e frio sabe tão bem ficar em frente à lareira a beber chá e a ler um livro. Mas como não é possível, aqui fica uma receita reconfortante, com calor de forno.


Ingredientes:
4 cenouras
sal
pimenta preta
5 dentes de alho com a casca
2 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de maple syrup
folhas de sálvia

1. Colocar num recipiente de forno, as cenouras descascadas e e cortadas ao meio.

3. temperar com sal, pimenta, azeite e o mapl syrup.

4. Levar ao forno a assar. A meio da cozedura adicionar as folhas de sálvia.

As cenouras ficam muito agradáveis.


Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Bifes de vitela com salada de lentilhas e queijo de cabra


Já há algum tempo que tinha na revista Donna Hay Magazine, edição 38 de 2008, marcada esta receita. Na receita original são usadas costeletas de vitela, que eu substituí por bifes.

Apesar de procurar diminuir o consumo de carnes vermelhas, o que é certo é que adoro comer um bife de vaca grelhado, especialmente mal passado.


Ingredientes:
200 g de lentilhas
2 bifes de vaca
flor de sal
pimenta preta
1 raminho de salsa
4 colheres de sopa de azeitonas pretas às rodelas
zestes de um limão
4 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
2 colheres de sopa de azeite + 1 colher
70 g de queijo de cabra curado (usei Palhais)


1. Cozer as lentilhas. Depois de cozidas, deixar a escorrer.

2. Para preparar o molho: juntar numa taça as zestes de limão, o azeite e o vinagre. Temperar com sal e pimenta. Mexer bem e reservar.

3. Grelhar os bifes.

4. Numa taça juntar as lentilhas, as azeitonas, a salsa e o molho. Mexer bem.

5. Servir os bifes com umas pedrinhas de flor de sal e regados com um fio de azeite.

Na minha primeira visita a Itália, em 2006, comi em Bolonha pela primeira vez costeleta de vitela grelhada temperada no prato com azeite. Agora, de vez em quando, quando faço bifes ou costeletas de vaca, especialmente mal passadas, apanhei o hábito de servir com um fio de azeite. Experimentem.

Esta receita resultou muito bem. O queijo de cabra faz a diferença na salada.

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

Massa pevide com camarões e queijo feta


Nestes últimos dias de muito frio que exigem camisolas de lã quentinhas e luvas, cá por casa só tenho feito pratos de forno. Para além de serem reconfortantes, o calor do fogão também ajuda a aquecer um pouco a casa.


Ingredientes:
250 g de massa pevide
3 colheres de sopa de azeite
1 cebola
4 dentes de alho
1 malagueta (opcional)
1 dl de vinho branco
4 tomates maduros pelados
1 colher de chá de orégãos
150 g de folhas de espinafres
400g de camarões sem casca congelados
175 g de queijo feta
salsa picada
sal e pimenta

1. Deixar a descongelar os camarões.

2.Cozer a massa em água temperada com sal. Depois de cozida escorrer.

3. Colocar o azeite numa frigideira funda, juntamente com a cebola. Levar ao lume e deixar quebrar a cebola. Adicionar os dentes de alho picados e a malagueta.

4. Adicionar o vinho branco, o tomate picado e os orégãos. Temperar com sal e pimenta.

5. Adicionar as folhas de espinafre previamente escaldadas, escorridas e picadas grosseiramente. Deixar cozinhar uns minutos mexendo de vez em quando.

6. Numa travessa de forno adicionar a massa, o molho de tomate e os camarões. Mexer. Salpicar com o queijo feta e levar ao forno pré-aquecido 10 a 15 minutos ou até os camarões estarem cozinhados.

7. Servir com a salsa picada.


Este prato resultou muito bem. Gostei.


Receita encontrada no Serious Eats. Em relação à receita original fiz algumas pequenas alterações, mas cozinhar é mesmo isto, interpretar, não acham?

Bom apetite!

Terça-feira, Dezembro 15, 2009

Beringelas com tortellini no forno

O Ricardo é um apaixonado por beringelas, por ele cozinhava "todos" os dias beringelas. Eu comecei a gostar mais deste legume depois das minhas visitas a Bolonha, onde cheguei a comer fatias finas de beringela grelhada, como acompanhamento e adorei.

Para além das beringelas, adora polpa de tomate. Chega a comer polpa de tomate em torradas ao pequeno-almoço. Um pouco estranho, não? Eu pelo menos ao início achei. Polpa de tomate no pão não era algo que me seduzisse.

Esta paixão pela polpa de tomate começou depois do visionamento de uma série, A Verdade Sobre os Alimentos produzida pela BBC, que passou na RTP2, onde num dos episódios se falou dos benefícios do licopeno. A partir daí nunca mais faltaram, cá em casa, frascos de polpa de tomate.

Tendo em conta estes dois ingredientes tão apreciados pelo meu marido, resolvi criar um prato onde ambos fossem protagonistas. Daí surgiu a ideia destas beringelas com tortellini no forno.


Ingredientes:
2 beringelas
250 g de tortellini com recheio de presunto
200g de queijo mozzarella ralado
1 ramo de folhas de manjericão
1 cebola
4 dentes de alho
1 dl de azeite
1 dl de água
1 dl de vinho branco
500 g de polpa de tomate
2 tomates maduros
1 colher de chá de açúcar
sal
pimenta

1. Cozer o tortellini al dente.

2. Fazer um refogado com a cebola, alho e azeite. Depois adicionar os tomates cortados sem a pele. Adicionar o vinho branco e deixar cozinhar um pouco.

3. Acrescentar a polpa de tomate, a água, sal, pimenta e o açúcar. Deixar cozinhar mais um pouco. Já fora do lume, adicionar ao refogado folhas de manjericão frescas.

4. Cortar as beringelas em fatias finas.

5. Num pirex, untado com margarina, colocar as rodelas de uma beringela, refogado, tortellini, queijo, beringela, molho e queijo.

6. Levar ao forno.

Este prato fica muito agradável, especialmente para apreciadores de beringela e polpa de tomate. ;)


Segunda-feira, Dezembro 14, 2009

Um jantar de aniversário no restaurante Quotidiano

No sábado fui ao jantar de aniversário da minha amiga Rute. A Rute é a grande dinamizadora do À Volta das Letras e uma leitora fervorosa, com quem tenho aprendido muito.

O local escolhido para o jantar foi o restaurante Quotidiano. Este restaurante abriu as suas portas há apenas quatro semanas e tinha casa cheia. Antes de nos sentarmos e enquanto esperámos pelos restantes convidados fomos colocando a conversa em dia e tomando uma bebida. Eu escolhi um vinho rosé Defesa e o Ricardo um Martini. Num total de treze pessoas eu apenas conhecia quatro.

Como dizia a Rute, este era um jantar onde os convidados entre si, poucos eram os que se conheciam, mas isso não nos impediu de conversar e rir durante todo o jantar.

O espaço do restaurante apresenta-se dominado por tons claros. Paredes brancas, à excepção de uma onde é visível a pedra original do edifício. Quadros em tons de vermelho pendurados nas paredes sobressaem na decoração, juntamente com um grande candeeiro e outros pequenos pormenores, como um relógio junto à porta principal do restaurante.

Paralelamente à sala de jantar, o restaurante possui um balção com exposição de bolos, chocolates e prateleiras com bolinhos secos, licores e compotas que me fizeram recordar as antigas mercearias.

O Quotidiano apresenta-se como um espaço moderno, de bom gosto e com uma aposta de negócio diferente. Não é apenas um espaço de restaurante, mas antes um local que se pretende dinâmico. Ali é possível beber um chá ao final da noite sentado a uma mesa ou, simplesmente, comer um bolo e tomar um café ao balcão.

Sentados à mesa começámos pelo couvert: azeite da Herdade do Esporão, pão, manteiga com ervas e pasta de atum.

A entrada foi Espetadinha de linguiça com cogumelos e salsa.

Para prato principal a escolha recaiu na Lasanha de Bacalhau com azeitona verde e molho branco, acompanhada de salada, e no Lombo de Porco recheado com ameixa preta e maçãs acompanhado de bolinhos de batata recheados com queijo e uma fatia de dois purés. Ambos os pratos estavam muito bem servidos, mas na minha opinião, considerei o prato de carne mais bem conseguido. A bebida escolhida foi sangria de vinho tinto, que todos considerámos muito boa.

Para sobremesa foi servido um prato com duas mousses, uma de lima e outra de maracujá, ambas bem confeccionadas.

O restaurante Quotidiano tem também um serviço muito atencioso de que gostei muito.

O nosso encontro acabou, em frente ao restaurante, depois de uma longa conversa com um grupo que adorei conhecer. A conversa andou à volta do Farmville no Facebook, o futuro das redes sociais, viagens, leituras, blogues e claro, de comida.

Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

4 por 6: Tortilha de espinafres com chouriço e Bolos de tangerina e limão


No menu do projecto 4 por 6, esta semana, apresento: Tortilha de Espinafres com Chouriço e Bolos de Tangerina e Limão.

Tortilha de Espinafres com chouriço

A primeira vez que me lembro de comer uma tortilha foi em casa da minha amiga Paula Borralho num fim-de-semana que passei na sua casa. Na altura, a sua irmã mais velha tinha vindo de Espanha e fez para o nosso almoço uma tortilha de que ainda recordo o sabor. Muito boa.

Recordando esses tempos, nesta proposta do 4 por 6 resolvi fazer uma tortilha, que se revela uma óptima sugestão para uma refeição que se queira rápida.


Ingredientes:
2 batatas
Folhas de espinafre
65 g de margarina
60 g de chouriço de carne
6 ovos
1 cebola picada
sal

1. Descascar as batatas. Cortar em pequenos cubos e levar a cozer em água temperada de sal. Depois de cozidas, escorrer.

2. Escaldar durante 2 a 3 minutos as folhas de espinafre. Escorrer muito bem e picar grosseiramente os espinafres.

3. Numa frigideira antiaderente, colocar a cebola e a margarina e levar ao lume. Mexer com uma colher de pau até a cebola quebrar.

4. Adicionar o chouriço cortado em pedaços pequenos.

5. Numa taça bater os ovos com uma pitada de sal. Adicionar as batatas e os espinafres.

6. Juntar a mistura anterior ao preparado na frigideira. Mexer com a colher de pau até começar a prender. Deixar cozer em lume muito brando.

7. Servir a tortilha com salada de tomate.

Como não me tenho dado muito bem a virar as tortilhas, acabo por não o fazer e prefiro deixar cozer assim muito lentamente.

Receita adaptada da revista TeleCulinária nº 1095, Fevereiro de 2000.


Bolos de Tangerina e Limão

Estes bolos ficam macios e delicados. A parte de cima fica tipo bolo e a debaixo pudim.

Ingredientes:
2 ovos
100g de açúcar
200 ml de leite
80 ml de sumo de tangerina
2 colheres bem cheias de farinha (usei farinha com fermento)
raspa de 3 tangerinas
raspa de 1 limão pequeno
uma pitada de sal

1. Bater as gemas com o açúcar.

2. Adicionar a raspa de limão e a raspa de tangerina, o sumo de tangerina, o leite e a farinha. Mexer bem com uma vara de arames.

3. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal para ficarem bem firmes.

4. Envolver as claras no preparado anterior.

5. Dividir a massa por pequenas formas untadas com margarina.

6. Colocar as formas num tabuleiro com água quente e levar ao forno.

7. Servir nas formas ou desenformar depois de frio.

Esta receita deu para 6 pequenas formas. Os créditos desta receita são da Cláudia do blogue: SaborSaudade.

Uma delícia. São uns dos melhores bolinhos que comi nos últimos tempos.



Vamos então às contas:
Bom Apetite!

Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

Salada de lulas com batata-doce e molho de salsa e limão


Cá em casa procuro fazer uma alimentação equilibrada. Uso muitos vegetais e não dispenso as sopas. Mas mesmo assim, acabo por fazer mais pratos de carne do que de peixe. Ultimamente tenho procurado contrariar essa tendência. Esta salada de lulas é disso exemplo.


Ingredientes:
1 embalagem de lulas limpas (750 g)
3 batatas doces pequenas
1 raminho de salsa
3 talos de aipo (mais tenros)
rúcula selvagem
4 colheres de sopa azeitonas pretas
4 colheres de chá de alcaparras
sumo de 1 limão
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de maple syrup
sal
pimenta

1. Cozer as batatas descascadas e cortadas em cubos. Não deixar cozer demasiado para que a batata não se desfaça.

2. Num recipiente juntar as azeitonas, o aipo cortado, a salsa picada e as alcaparras. Temperar com azeite, sal, pimenta, sumo de limão e maple syrup.

3. Depois das batatas cozidas, escorrer e reservar.

4. Grelhar as lulas cortadas em argolas.

5. Numa saladeira de servir juntar as lulas, as batatas e o preparado de azeitonas, aipo e salsa. Por fim, acrescentar duas mãos cheias de rúcula. Mexer e servir.

Receita adaptada a partir da receita de lulas com batata doce e molho de salsa e limão, publicada no artigo de Yotam Ottolenghi`s .

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Marmelos assados com calda de vinho do Porto e especiarias


Apesar de o tempo ser sempre curto para o que se tem para fazer, eu tenho que andar sempre a ler um livro ou até mais do que um. Nos últimos meses li Madame Bovary de Gustave Flaubert. Um romance que me prendeu do princípio ao fim. Acompanhei os sonhos por uma vida diferente de Madame Bovary e a sua decadência. Ouvimos dizer muitas vezes que a vida é o que fazêmos dela, das circunstâncias que nos rodeiam e daquilo que conseguimos aproveitar e saborear. Tenho aprendido que os momentos, mesmo os que parecem ser mais insignificantes, podem ser especiais se nós os entendermos e os valorizarmos como tal. Madame Bovary procurou a felicidade e o entusiasmo pela vida numa fuga ao quotidiano. Mas essa fuga foi apenas aparente. A vida das pequenas coisas continuou até ao desfecho trágico.

A seguir a Madame Bovary agarrei O Deus das Moscas de William Golding. Um romance que trata da natureza humana. Impressionante como nos transformamos e rapidamente deixamos de ver o que é sensato. A ânsia pelo poder destrói a nossa capacidade de distinguir o bem do mal.

Entre estes dois romances ainda devorei, num fim-de-semana, um livro que achei delicioso The School of Essencial Ingredients de Erica Bauermeister, traduzido entre nós com um título na minha opinião menos conseguido, Ingredientes para o Amor, publicado pela Quidnovi. A história passa-se à volta dos participantes de uma aula de cozinha que se realiza no restaurante de Lillian todas as segundas-feiras. Ao longo dos capítulos vamos entrando na vida de cada um dos participantes, o que procuram e como aquelas aulas de cozinha os irão ajudar ou até a encontrar o amor. O livro fala-nos de pessoas, sentimentos e de como um grupo de desconhecidos com um gosto em comum se acabam por ajudar. Simples, mas adorei.

Nos finais de Novembro terminei A Idade da Inocência de Edith Wharton. Há já uns bons anos que vi em filme a adaptação do romance pelo realizador Martin Scorcese, mas confesso que já não me lembrava de muito, apenas de uma história de amor sem um final feliz. Ler um livro e depois ver um filme é algo que mexe com as nossas expectativas. A mim, normalmente o filme fica sempre um pouco aquém, especialmente se tenho a história do livro bem presente. Nas conversas que tenho tido com amigos, na grande maioria dos casos também sentem o mesmo, mas às vezes apontam-me excepções. Entre essas excepções, ultimamente, falaram-me da trilogia do Senhor dos Anéis. Nos livros nós somos os realizadores das histórias, imaginamos os personagens, os locais, vivemos a história à nossa maneira e isso faz toda a diferença. Um livro e um filme, acabam por ser coisas diferentes, não concordam?

A Idade da Inocência foi um livro que também me prendeu. Acompanhei o amor de Newland Archer, noivo da jovem May, pela condessa Ellen Olenska. Ellen, americana, volta a Nova Iorque numa tentiva de procurar apoio junto da família, pois tenciona-se divorciar do seu marido. Ao contrário do que pensava, encontra uma sociedade agarrada às tradicões, fechada. A impotência perante a força dos hábitos sociais e das famílias leva a que Newland e Ellen se afastem.

Agora estou a ler Uma Pequena História do Mundo de E. H Gombrich - uma história do mundo para jovens leitores, numa escrita muito acessível. Em quarenta pequenos capítulos Gombrich conta a história do Homem desde a Idade da Pedra até à II Guerra Mundial e a divisão do mundo. Para além deste livro, na sexta-feira passada trouxe da biblioteca o último livro de Dan Brown, O Símbolo Perdido. Ainda me lembro como decidi ler o primeiro livro de Dan Brown publicado entre nós. Na altura num processo de selecção, uma das questões que fazia aos candidatos era sobre os seus hábitos de leitura. Várias foram as alusões ao Código Da Vinci e o modo como falavam do livro deixou-me curiosa, apesar de procurar fugir aos livros da moda, o que é certo é que na altura comprei o livro. E mais, acabei por ler todos os livros de Dan Brown traduzidos entre nós.

Em O Símbolo Perdido, Peter Salomon, um amigo de Robert Langdon, é raptado e o nosso herói vê-se envolvido em mais uma aventura desta vez na cidade de Washington. Ainda só vou no início, mas a acção viciante, característica dos livros deste autor, já começou.

Olives & Oranges - recipes & flavor secrets from Italy, Sapain, Cyprus e Beyond de Sara Jenkins e Mind Fox é o livro de gastronomia que chegou recentemente à minha cozinha e que irei, em breve, explorar.

No meio das minhas leituras, de vez em quando, gosto de comer aquilo a que eu diria uma coisinha boa ... Como já bani da minha despensa as barras de chocolate com amêndoas ou com avelãs, ou os pistácios (que vício!), de vez em quando faço uma sobremesa. Marmelos assados foi a última.


Ingredientes:
3 marmelos
sumo de 1 limão
2 dl de água
4 colheres de sopa de açúcar mascado escuro
1 dl de vinho do Porto
1 pau de canela
1 estrela de anis


1. Colocar o sumo de limão, a água, o açúcar, o vinho do Porto, a canela e o anis num tacho. Levar ao lume e deixar ferver uns minutos.

2. Cortar os marmelos ao meio. Retirar as sementes.

3. Num pirex, regar os marmelos com a calda de açúcar, vinho do Porto e especiarias.

4. Levar a assar em forno pré-aquecido. Durante a assadura virar os marmelos e regá-los com o molho.

A calda fica espessa, ligeiramente caramelizada. Muito bom, especialmente para quem é fã deste fruto como eu.


Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Salada de frango com batata palha


Num dos dias em que fui às compras ao supermercado resolvi comprar um frango assado já pronto. Depois de pacientemente esperar na fila, fazer as compras e voltar à fila, lá trouxe o frango quentinho e super apetitoso. Mas, depois de chegar a casa, arrumar as compras olhei para o saco do frango e pensei em recriar a nossa receita tradicional de frango assado com batatas fritas. Iria servir o frango com as batatas, mas de uma maneira diferente. A ideia foi fazer uma salada.

Uma das coisas que noto quando viajo, é a pouca expressão da cozinha portuguesa. Em Londres encontrei pastéis de nata e uma cadeia famosa de frango assado com piripiri, Nando`s, no Canadá, em Montreal, descobri um restaurante com nome na cidade, dedicado aos sabores lusos, por lá também encontrei frango de churrasco, mas pouco mais.


Ingredientes:
1/2 frango assado
1 pimento vermelho assado
batata frita palha
alface
canónigos
rúcula
tomate cereja

molho vinagrete:
azeite
vinagre
1 colher de sopa de condimento de mostarda

1. Numa taça colocar o frango desfiado, o pimento cortado em tiras, os tomates cereja, os canónigos, a alface e a rúcula. Por fim adicionar a batata palha e servir com o molho vinagrete.

2. Para o molho: misturar azeite, vinagre e condimento de mostarda. Mexer bem.

A batata palha deve ser colocada na salada na altura que vai para a mesa, pois tem tendência a amolecer.

Sábado, Dezembro 05, 2009

Tangerinas


As tangerinas são feitas de pequenos gomos, cheios de sumo e aroma. Para além do sabor, o que mais me atrai nesta fruta, é o cheiro. Intenso. Inconfundível.


Receita com tangerina:
- Flan de Manga e Tangerina


Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Magret de pato com vinagre balsâmico


Esta foi a primeira vez que fiz magret de pato. Para mim, cá em casa, o uso de pato reduzia-se ao nosso tradicional arroz de pato e pouco mais, situação que ando a procurar alterar.


Ingredientes:
2 peitos de pato
2 colheres de sopa de azeite
4 cebolas pequenas ou chalotas cortadas ao meio
1 colher de sopa de açúcar
1 haste de alecrim
7 colheres de sopa de vinagre balsâmico
6 colheres de sopa de caldo de legumes ou de carne (usei caldo da cozedura de legumes)
1 colher de chá de farinha Maizena
sal
pimenta preta
bagos de romã


1. Saltear as cebolas no azeite. Adicionar o açúcar e mexer.

2. De seguida, adicionar o caldo, o vinagre balsâmico e o alecrim. Deixar cozinhar um pouco em lume médio.

3. Adicionar a farinha Maizena. Mexer e deixar engrossar o molho.

4. Retirar o molho da frigideira e passá-lo num passador de modo a separar a cebola e o alecrim do molho

5. Dar uns cortes na diagonal de modo a fazerem um xadrez, nos peitos de pato.

6. Temperar com sal e pimenta a gosto.

7. Alourar os peitos de pato na frigideira onde se fez o molho, inicialmente em lume forte e depois médio.

8. Servir os peitos de pato cortados com o molho, bagos de romã e arroz branco.

Os bagos de romã combinam de forma agradável com a carne de pato e o molho.


Esta receita foi uma adaptação desta receita.


A carne fica tenra, suculenta. Muito bom. Sem dúvida uma receita a repetir.

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Corvina assada no forno


Dezembro é o mês em que o frio e a chuva acabam por chegar. Este ano não foi diferente. Nesta altura do ano, mais do que em outras, o uso do forno é muito mais elevado. Apetece comida a fumegar. Aconchegante.


Ingredientes:
3 postas de corvina
sal
pimenta
sumo de 1/2 limão
2 cebolas
4 dentes de alho
400 de batatas pequenas para assar
1 dl de azeite
0,5 dl de aguardente velha
1 dl de água
Mostarda em pó,
ervas secas (cebolinho, salsa)

1. Temperar as postas de corvina com sal, pimenta e o sumo de limão. Deixar a marinar mais ou menos 30 minutos.

2. Num recipiente de forno colocar os dentes de alhos, o alho-francês e as cebolas tudo cortado às rodelas. Adicionar as batatas e temperar com sal, pimenta e um pouco de azeite.

3. Juntar as postas de corvina. Procurar acamá-las entre as batatas.

4. Temperar com ervas aromáticas secas e a mostarda.

5. Regar com a água e a aguardente. Levar ao forno a assar.

Servi o peixe com legumes cozidos.

A receita desta corvina assada encontrei-a aqui.

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Pato com maçã


No domingo fiquei em casa. O dia esteve chuvoso e frio. Durante a manhã, eu e o Ricardo, entretemo-nos, no quintal, a plantar pés de endívias na esperança que consigam vencer estes dias frios. Vamos ver. Confesso que não tenho grande esperança, pois deveriam ser plantadas na Primavera e não agora, segundo as indicações escritas na embalagem das sementes.

À tarde, depois do almoço, enrosquei-me na minha mantinha sentada no sofá e comecei a ver a série V, na RTP 1. Lembro-me de ter visto esta série nos anos 80. Muito rapidamente, a acção centra-se na visita de uns seres extraterrestres que se apresentam aos humanos como vindo em paz e com um discurso aparentemente cheio de boas intenções, mas essas boas intenções, ao longo dos episódios, não se revelam assim tão boas. Os extraterrestres querem controlar a Terra e para isso têm que destruir os humanos. Começam a acontecer algumas situações estranhas e mais, descobre-se que cada visitante esconde debaixo da pele aparentemente humana um ser estranho, semelhante a um lagarto. Ao longo dos episódios, existe o habitual, a luta pela sobrevivência da espécie humana num confronto com uma espécie aparentemente mais evoluída e o amor. Recordo-me de existir um romance entre uma jovem humana e um visitante. Desse romance, nasce uma criança que, se bem me lembro, ajudou a salvar o planeta.

Espero não ter estragado a história. Contar o final não tem piada, não é? Mas por certo esta nova série irá desenrolar-se de forma diferente ... ou talvez não! ;)

Para além de Dexter, Big Bang Theory e 30 Rock, agora acrescento V à minha lista de séries que ando a ver ultimamente.


Bem, antes de ver a série preparei o almoçinho. A receita encontrei-a no livro A Bíblia do Cozinheiro, mas que aqui apresento com algumas alterações.

Ingredientes:
2 pernas de pato
2 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de chá de açúcar mascavado escuro
pimenta de moinho
3 maçãs vermelhas
2 folhas de louro
sumo de um limão
1 colher de sopa de mel
sal
1 embalagem de folhas de espinafres
azeite
4 dentes de alho
3 cenouras
5 batatas
3 metades de pêssego de conserva e um pouco de molho
3 colheres de sopa de vinho do Porto


1. Picar as pernas de pato com um garfo ou agulha.

2.Pincelar com molho de soja.

3. Colocar as pernas de pato num tabuleiro com grelha. Polvilhar com pimenta e açúcar mascavado.

4. Levar ao forno a assar. De vez em quando voltar a carne e pincelar com o molho de soja.

5. Cortar as maçãs em quartos. Retirar as sementes.

6. Misturar o sumo de limão com a colher de mel.

7. Levar a assar as maçãs regadas com o sumo de mel e limão, as folhas de louro e uma pitada de sal. Depois de assadas, retirar as folhas de louro.

8. Escaldar as folhas de espinafre. Escorrer e cortar os espinafres grosseiramente.

9. Colocar 4 dentes de alho esmagados numa frigideira antiaderente com um pouco de azeite. Saltear os espinafres cortados.

10. Cozer as batatas e as cenouras.

11. Triturar os pêssegos cortados com um pouco de molho e o vinho do porto.

12. Servir o pato com as maçãs, os espinafres, os legumes cozidos e o molho de pêssego aquecido.


Deste prato, o que mais me surpreendeu foram as maçãs. Ficam óptimas.

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Mais um passeio por terras ribatejanas


No sábado fui visitar os meus pais. Para o almoço a minha mãe fez Arroz de Coelho, um dos meus pratos favoritos feitos por ela. Lembro-me que durante a minha infância e adolescência este era um prato que eu adorava e que ela fazia sempre que eu lhe pedia, especialmente na época da caça. O meu pai foi caçador durante anos, tal como o meu avô Júlio e depois o meu irmão. Recordo essa época com alguma alegria. Era uma festa sempre que o caçador chegava com os seus trófeus presos à cartucheira. Juntava-se a família à mesa. Para quem não aprecia este desporto, é difícil compreender o entusiasmo de quem o pratica.

Depois a acompanhar o café serviu um prato com fritos feitos da massa do pão e ovos, polvilhados com açúcar.

Como eu adorava comer estes fritos com café.

A tarde foi preenchida com um breve passeio pelo quintal, observar as árvores, as gotas de água, o canteiro de endívias. Lindas, mas será que se irão aguentar quando a geada chegar?

O Ricardo ficou encantado com as gotas de água, em jeito de pedras preciosas, nas folhas de couve galega e tirou estas imagens, ao estilo de uma blogger que adoramos, a Lucullian Deligths. No final do dia, ainda deu para dar uma ajudinha a apanhar azeitona.

Sábado, Novembro 28, 2009

Arroz de pimentos com nabiças


No dia em que fiz o grão guisado com enchidos para o projecto 4 por 6 sobrou caldo da cozedura do grão e como acho os caldo de cozedura ricos, especiais, pensei logo que o tinha que aproveitar e resolvi fazer um arroz.

Num tacho coloquei uma cebola picada, dois dentes de alho esborrachados e o pimento cortado em pedaços. Reguei com azeite e levei ao lume até a cebola quebrar. De seguida adicionei polpa de tomate e mexi. Juntei o arroz e o caldo de cozedura do grão. Como o caldo não chegava para cozer o arroz fui acrescentando água quente. Por fim, temperei com sal e pimenta a gosto, e adicionei um molho de nabiças cortadas em juliana. Deixei acabar de cozer.


Ficou delicioso.